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Chibata, campeão brasileiro de boxe

Idiusan Matos, de 22 anos, mais conhecido como Chibata, há seis meses iniciou os primeiros passos para conseguir superar uma infância difícil. Um menino que corria descalço pelas ruas de Santo Antônio, há quatro anos começou a treinar boxe.  

            Em outubro do ano passado, no Estádio Municipal de Santo Antônio de Jesus, logo na sua primeira luta como profissional, Chibata arrebatou o título de campeão baiano de boxe como peso leve.

            No último dia 15 de abril, em Salvador, ele conquistou o cinturão de campeão brasileiro, na categoria superleve. Numa luta programada para 10 rounds, o pugilista derrotou seu adversário, o pernambucano Sérgio Silva, já no quarto round e à noucaute.

 

            Chibata é natural de Capim Grosso, mas chegou a Santo Antônio aos oito anos de idade. Filho de pais separados, morou em vários lugares e em casa de parentes. Aos 17 anos ingressou no boxe, no Centro de Treinamento Profissional Esperança, da Academia de Mestre Roque. Até o ano passado trabalhava como repositor de mercadorias num mercadinho da cidade. Nos treinos, demonstrava muita garra e despertou a atenção do treinador, Edson Dias.  

            Após quatro meses no esporte começou a lutar como amador. “O início foi difícil, mas percebi o potencial dele como pugilista. Por isso os colegas de academia o apelidaram de Chibata, uma espécie de chicote. Isso pela força, velocidade e técnica dos golpes”, contou o treinador.

            Depois do título e sem trabalho, dedicou-se ao boxe e as coisas começaram a mudar. “As pessoas se interessaram em me ajudar. O patrocínio garante minha participação nas disputas e em parte da inscrição. Para o título baiano e o brasileiro contei com o apoio da Superintendência de Esportes de Santo Antônio de Jesus e hoje tenho o patrocínio de uma empresa de Salvador e de comerciantes locais. Já é um bom começo”, disse animado.

            Para o ex-superintendente de Esportes de Santo Antônio de Jesus, Thenysson Reis, Chibata só precisava de apoio financeiro para a conquista dos títulos. “Talento e garra ele tem de sobra, mas vem de uma infância difícil e necessitava de ajuda para alcançar seus objetivos. Conseguimos colocá-lo na disputa dos títulos e pronto. O resto ele fez sozinho”, comentou entusiasmado. Afinal, o pugilista colocou Santo Antônio de Jesus no ranking mundial de boxe.

            Filiado à Liga Baiana de Boxe e à Confederação Brasileira de Boxe Profissional, Chibata orgulha-se ao ver o nome dele figurar no ranking brasileiro e também na lista do Conselho Sul Americano de Boxe (Consul Boxe), cuja sede fica em Miami. Agora Chibata se dedica aos treinamentos diariamente como profissional e tem planos de participar de lutas mais rentáveis financeiramente. “Estou treinando incansavelmente. Qualquer tática que o adversário criar eu estou pronto”, garantiu.

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